Tempo para Voce
25 set 2010 Deixe um comentário
Os especialistas falam de vários inimigos da saúde emocional, entre eles: a ansiedade e culpa. Os sintomas podem ser percebidos no pai que perde o sono por causa do risco do desemprego; da mulher que vive na pressão de conciliar o trabalho com o papel de mãe; ou de um adolescente que, bombardeado pela propaganda, acredita que seu valor se mede pela marca de uma roupa. O pior da ansiedade é que ela nos aprisiona ao futuro.
Coloca a felicidade como algo a ser alcançado, mas indisponível agora. Cria o sentimento constante de insatisfação, mau humor e intolerância. Faz com que as incertezas do amnhã tirem a paz do hoje.
A culpa, por sua vez, nos amarra ao passado. Seu peso pode ser sentido pelos pais que perderam o filho para as drogas; pelo jovem, outrora ingrato, que agora toca o caixão da mãe; pelo marido que carrega o remorso da destruição de seu lar por uma aventura amorosa. A culpa não resolvida esgota as forças. Suga o que há de melhor em nós. Ri dos sonhos de liberdade e regeneração, jogando na cara do culpado uma dívida impagável. Gera angústia, depressão.Pode matar.
O problema é moderno, mas a solução de Deus é muito antiga: “Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal” ( Mt 6:34).
O conselho é simples e prático, porque Ele, no verso anterior, promete suprir todas as necessidades daqueles que O buscarem (v.33). Se voce duvida, olhe para as aves, que não pedem socorro enão fazem nada por merecê-lo, mas mesmo assim são sustentadas ( v.26). O texto ainda termina dizendo que é inútil o homeme se angustiar em relação ao que não pode mudar, pois aquilo que está além de nós, deve-se confiar em Deus (v. 27). Para os ansiosos, Ele pode quebrar as cadeias que os prendem ao futuro. A paz interior que o Deus da Bíblia concede está além do entendimento, porque não vem de passeatas contra a violência ou de acordos de cessar-fogo, mas do toque de quem conhece o íntimo do ser humano. Ele é especialista em jogar culpas no fundo do mar e apagar o passado perturbador.
Certo do desequilíbrio do homeme moderno, Deus providenciou um dia por semana para celebrar a liberdade emocional. O sábado é simbolo do cuidado e perdão de Deus. Do cuidado, porque aceita-se o desafio de ficar 24 horas longe das preocupações diárias. As contas e compromissos não deixam de existir, mas a responsabilidade é compartilhada com Deus. Foi essa a experiência do povo de Israel no deserto. Toda sexta-feira caía maná ( pão do céu) em dobro, para que no sábado descanssassem na provid~encia divina ( Êxodo 16: 4-31).
O sétimo dia também é antídoto para a culpa, pois ele é um presente, assim como o perdão de Deus. No sábado, somos convidados a descansar, não só fisicamente, mas também nossos medos e traumas. É o abraço do Pai para o filho acuado e machucado. É um recado do Céu, no presente, de que é posível viver livre do passado e não temer o futuro.
A face humana de Jesus
18 set 2010 Deixe um comentário
em atualidades
Esse texto é um breve resumo extraído da revista IstoÉ, edição de vinte e três de dezembro de dois mil e nove.
“É na humanidade de Jesus que melhor podemos compreender a dimensão de sua divindade” Frei Betto.
- Jesus nasceu em Belém?
Todos os grandes especialistas bíblicos são unanimes em afirmar que Ele nasceu Nazaré.Maia e José provinham de famílias nobres,de sorte que Jesus nasceu em uma estalagem e não em um estábulo.
- Quem e quantos foram os Reis Magos?
Não eram reis e não houve nenhuma estrela, segundo o Cônego Celso Pedro.
- Jesus teve irmãos?
Se os irmãos existiram, seriam em número de seis,segundo Rodrigo Silva professor de teologia da Unasp.
- Maria se manteve virgem?
A virgindade de Maria é uma tradição que foi criada com o tempo.Segundo o padre Mariólogo Ademir Bernadelli
- Jesus estudou? Qual profissão seguiu?
Estudou, era muito inteligente para a idade sabia ler hebraico e aramaico.Foi carpinteiro ou artesão, também pastor de ovelhas.
- Como Jesus era fisicamente?
Um homem baixo, pele morena e cabelos escuros e encaracolados.
- Jesus foi à India?
Muitas fontes narram uma suposta passagem de Jesus pela Índia, entre elas a escritora Silvia Browne.
- Cristo foi tentado pelo demônio no deserto?
Essa passagem ilustra apenas o encontro de Jesus com suas próprias limitações, segundo o padre Vicente de Oliveira.
- Qual a relação de Jesus com seus apóstolos?
Lidava com igualdade, mas com Pedro, João e Tiago havia uma relação de maior intimidade, segundo Celso Pedro da Silva reitor do Centro Universitário de Assunção.
- Jesus era um judeu taumaturgo?
Taumaturgo, eram hoemns que circulavam pela Galiléia fazendo milagres.Para a maioria dos especialistas, não há possibilidade deCristo ter sido um deles, a afirmação se baseia no fato Dele pedir segredo dos milagres que azia, não cobrar por isso, e evitar fazer curas diante de quem tinha meios de recompensá-lo. Os taumaturgos jamais agiriam dessa maneira, eles eram profissionais da cura, Jesus não.
- Com que idade Jesus morreu?
Provavelmente não morreu aos trinta e três anos, e sim aos quarenta e três anos.
Minha opinião, trinta e três é um número cabalístico, lembrem-se que a Igreja reformulou e aderiu a muitos rituais e celebrações pagãs para atrair fiéis. Como, por exemplo, a data vinte e cinco de dezembro, era dedicado ao deus sol. E alguns rituais que foram incorporados , apenas mudando a nomenclatura.
- Ele manteve um relacionamento amoroso com Maria Madalena?
Para gnósticos sim, casaram tiveram duas filhas, no epsódio das Bodas de Caná, Jesus era o noivo e por isso provdenciou o vinho. Que ao invés de ter sido crucificado, foi ajudado por Pôncio Pilatos e José de Arimatéia, ambos tiraram Jesus e sua família da Galiléia num barco que os levaria para a França.
- Jesus deixou algo escrito?
Não há sequer nenhum registro de algum escrito de Jesus Cristo. Nem esperanças de encontrar algo,segundo o cônego Celso Pedro da Silva.
- Quem escreveu os evangelhos ? E quando?
Os evangelhos não foram escritos como biografias de Jesus, a Bíblia como conhecemos so tomou forma depois do Concílio de Niceia, em 325 d.C.
Fonte:
Revista IstoÉ: Edição de vinte e três de dezembro de dois mil e nove.
Como administrar o dinheiro quando se está desempregado
28 ago 2010 1 Comentário
Quando alguém perde o emprego é normal ficar ansioso,embora esse tipo de preocupação seja normal Jesus Cristo deu um excelente conselho que pode diminuir a ansiedade. Ele declarou: ” Não se preocupem com o dia de amanhã…Para cada dia basta os seus próprios problemas” (Mt 6:34).
Nossa atitude pode afetar nossos sentimentos, por isso a Bíblia os aconcelha a pensar da seguinte meneira: ” Tendo alimento e vestuário, fiquemos satisfeitos.” (1 Timóteo 6:8)
Estar satisfeito significa limitar os desejos e ficar feliz quando as necessidades diárias são supridas. Se voce quer simplificar a vida, empenhar-se para satisfazer o desejo de ter mais coisas não vai ajudar em nada.(Mt 4:19).
Existe algo mais importante que salário, em provérbios 28:6 diz “Melhor é o de poucos meios que anda na sua integridade, do que o pervertido nos seus caminhos, embora seja rico.”E ainda, “Melhor um prato de verduras onde há amor, do que um touro cevado e om ele ódio” (Pr 15:17).
Mas viver com menos exige planejamento, Jesus enfatizou isso ao dizer: “Quem de vós, querendo construir uma torre, não se assenta primeiro e calcula a despesa, para ver e tem bastante para completá-la”(Lc 14: 28,29).
- Como fazer um orçamento:
+ Escreva suas despesas mensais fixas
+ Organize suas dspesas por categoria
+ Determine quanto de suas economias deve ser usado mensalmente para cada categoria
+ Escreva a renda líquida combinada de todos os membros de sua família
+ Todo mês, separe o valor necessário para pagar cada categoria
Aprenda a orar pelas suas necessidades básicas e aprenda a ficar satisfeito com o que Deus te dá. Lembre-se da promessa: “De modo algum te deixarei e de modo algum te abandonarei”( Hb 13:5).
A Bíblia predisse que os “últimos dias” deste mundo seriam marcados por dores e aflições e “tempos críticos, difíceis de manejar” (2 Tm 3:1,Mt 24:8, Sl 25:17). Lembre-se que “O preguiçoso muito quer e nada tem, mas o trabalhador satisfaz o apetite” ( Pr 13:4).
Outras dicas úteis são:
- Avalie antes de comprar
- Não desperdice dinheiro com maus hábitos
- Evite o “amor ao dinheiro”
- Esteja satisfeito
Nossos fantasmas, eles existem mesmo?
15 fev 2010 Deixe um comentário
em atualidades, Uncategorized Tags:fantasmas, fofocas, self., vida.
Carnaval e eu estou aqui descansando, pensando em quantos fantasmas guardamos dentro de nós.
Quando atendo meus pacientes percebo o quanto eles sofrem com os outros, pelos outros, as vezes pelo que os outros dizem, pelos que cobram deles, se voce é solteira(o) o povo lhe cobra um namorado(a), ou lhe chamam de encalhada ou homossexual, se namora quando vai ser o casamento e falam que o camarada está lhe enganando pois está demorando muito e voce não tem mais tempo a perder, se casa precisa ter logo filho, pois senão os outros vão começar a lhe perguntar se é estéril, que é melhor ter filho logo “para ficar logo livre”, como se ficassemos livres algum momento depois que temos filhos, quando temos já vem a praga: “Agora voce vai ver o que é sofrer para criar menino”.
Se não tem emprego, ou é porque é preguiçoso, ou porque tem pouca força de vontade, devia estudar um pouco mais.Se estuda vem logo a crítica:”Pra quê estudar tanto, devia está trabalhando para ajudar em casa”.
Tudo isso vai acumulando dentro de nós, são estes os fantasmas a qual me refiro, as cobranças dos outros que acabam se transformando em nossas também, vamos incorporando lentamente ao nosso Eu, e terminamos por acreditar que são expectativas nossas, o que na verdade, não são, são dos outros.
Quando tentamos fazer nossa faxina interior encontramos essas cobranças lá, divididas por setores, tem cobranças de família,de vizinhos, de amigos, e as piores, que são as que todos cobram.
Criamos expectativas quanto a nós mesmos a ponto de não sabermos o que são nossas metas e quais são as que o povo, por assim dizer, esperam de nós.
E aí entra a terapia, que nem sempre resolve, pois precisa de muita força de vontade por parte do cliente/paciente, quantos entram na minha sala e mudam drasticamente, alguns só em parte, pois, estão tão acostumados a viver naquele meio, que resistem, sempre dando uma desculpa, as vezes precisam de psiquiatra, estão em depressão devido a ter que dar tanta satisfação de suas vidas, e isso é deprimente. Mas recuam a fazer uma consulta com o referido médico, e alegam para minha surpresa: “O que o vizinho vai pensar de mim, se me ver indo ao psiquiatra, ou fazendo uso de medicamentos psicotrópicos”.
É, é melhor ficar deprimida a ser alvo da fofoca da semana.
Ou aquela que se vê obrigada a casar com um homem que há alguns anos atrás, quando tudo começou, era um principe e agora se transformou em um tirano obssessivo, mas a família cobra esse casamento devido ao longo tempo de namoro, e…
Olha os vizinhos, metendo o bedelho novamente, cobrando da família da moça o casamento, pois : “Ela pode ficar falada… ” Como se já não estivesse, e depois do casamento vem a ladainha que citei no começo.
A coisa é tão gritante, que impregna, se voce não tiver cuidado.
Moro numa cidade assim que vive para saber da vida do outro, as vezes até eu começo a me cobrar e a me irritar com tudo isso, e sei o quanto é difícil reavaliar meus conteúdos, e separar o que eu realmente quero, dos que os outros querem de mim.
Vamos tentar fazer sempre essas auto-avaliações, para não cairmos na teia das auto-exigências, do perfeito, que nem sempre deve ser o alvo, o verdadeiro objetivo da vida é sermos felizes, procurarmos sermos felizes com o que somos e temos sem muitas expectativas, principalmente quanto aos outros.
Crises dos sete anos no casamento:quem resistirá.
11 jan 2010 1 Comentário
em atualidades Tags:casamento, crise, seperação.
Quem nunca ouviu falar na crise dos sete anos? Teoricamente o casal que chega ao sete anos de casados entra em um estado de desgaste conjugal que, se não revertido, resulta em separação.
Se por um lado não se trata de uma questão matemática (como se necessariamente todo casal que completasse sete anos juntos fosse entrar em uma crise), por outro lado há dados que apoiam a idéia de que os primeiros anos do casamento são os mais críticos para a sua preservação.
Segundo estatísticas do registro civil do IBGE com base nas estimativas de cartórios em todo o país (citadas pela Folhapress em 11/12/06), do total de casais separados em 2005, 9,2% tinham até dois anos de casamento contra 5,2% em 1995. Além disso, em 2005 15,4% dos casais separados tinham até três anos de casamento contra 12,7% em 1995.
O mais alarmante é que a taxa de separação no mesmo período manteve-se estável, com exceção dos primeiros anos de união. Será que ao invés de falarmos de “crise dos sete anos”, já deveríamos falar em “crise dos dois anos”? Seja qual for o nome que dermos a esta crise, é inegável que ela existe.
O objetivo deste texto é levantar algumas das principais características e desafios dos cinco primeiros anos de casamento. A importância de conhecê-los está em facilitar a reflexão sobre os possíveis motivos que têm levado casamentos a sucumbirem tão precocemente e, sobretudo, evitar que isto aconteça.
Dois estranhos no ninho… Ou um ninho estranho
Um dos primeiros fenômenos do início do casamento é o estranhamento. Terminada a lua-de-mel, o casal vai para onde deverá se tornar seu “habitat natural”: sua casa. Mas que casa é esta? Um novo lugar para viver e conviver. Mas o problema imediato a resolver é a construção deste lugar. A estrutura física da casa está construída, mas não ainda a estrutura existencial e afetiva. As referências da família de origem de ambos os cônjuges deverão ceder frente à realidade de uma nova família. Valores e hábitos antigos deverão ser revistos em prol da construção de um novo espaço compartilhado. A “minha cama” torna-se “nossa cama”, a cozinha passa a receber outros temperos e o banheiro passa a não suportar certos odores… é preciso certo tempo para que um monte de objetos cercados de paredes se torne uma casa.
Portanto, não se trata de simplesmente se acostumar com uma nova arquitetura, decoração ou mobília, mas de superar o duplo desafio de construir um novo lugar para si e para o outro.
É neste estranho ninho que o casal irá se deparar de maneira nua – literalmente – e crua com a realidade do “enfim, sós”. A revelação da nudez corporal é apenas o começo de uma série de confrontamentos com o real. As fantasias com o corpo do outro tem a ver com um conjunto de fantasias relacionadas ao sexo que, pouco a pouco, vão se desvanecendo, o que pode gerar decepções e medos.
A partir daí, outras fantasias vão sendo convidadas a sair de cena e dar lugar a representações mais adequadas sobre o outro. Pergunta-se: aonde está o “cara romântico” que eu conheci? Aonde foi a “garota divertida” de antes? Cresce a sensação de que “não foi com este homem (ou esta mulher) com quem me casei”. O desencantamento pode ser fatal.
A sogra e outros “queridos parentes”
Há muito o relacionamento com a sogra adquiriu um caráter anedótico. O estereótipo da sogra é daquela mulher sempre pronta a se meter aonde não é chamada e que inferniza o genro, considerado por ela um depósito de defeitos. Evidentemente que isto está longe de ser um fato na totalidade dos casamentos.
Entretanto, aceitando que “toda lenda tem um fundo de verdade”, podemos atentar para aquilo que existe para além dos exageros. É um fato que freqüentemente a família de origem interfere na vida do novo casal, ora por solicitação dos cônjuges, ora por invasão daquela.
Os cônjuges, via de regra, muito jovens e inexperientes, podem ceder à tentação de adotar uma postura infantil diante de crises ou impasses, transferindo a responsabilidade pela direção de suas vidas aos seus antigos tutores.
Pode ser a oportunidade para que pais superprotetores e controladores entrem em ação como bombeiros, apagando os eventuais incêndios de uma vida a dois, ou como juízes, julgando e decidindo o que o casal deve fazer nas mais diversas situações.
Os pais, tomados por uma ansiedade excessiva pelo bem-estar dos filhos, aliada a pouca disposição em confiar neles (geralmente justificada pela imaturidade dos mesmos, como se tomar o lugar deles fosse torná-los mais maduros…), acabam dando continuidade a um padrão de relacionamento pais-filho estabelecido desde a tenra idade. Tornando-se isto uma regra, o casal nunca resolve seus problemas e não correm os riscos inerentes às escolhas da vida.
Como se não bastasse, isto pode acontecer à revelia de um dos cônjuges, gerando conflitos internos e externos ao casal. Internos, ou seja, entre os cônjuges, na medida em que conflitam sobre a necessidade ou não de “ajuda” e externos, isto é, entre os interventores e o cônjuge resistente, e até entre os parentes de um cônjuge contra os parentes do outro, todos disputando o poder pelo destino do casal.
Ele chegou… O que será de nós?
A chegada do bebê normalmente é motivo de grande alegria para o casal e para a família de origem de cada cônjuge. Mas é também motivo de estresse e, em alguns casos, de rompimento conjugal. Quando estes vêm no início do casamento, o casal, ainda às voltas com outros problemas de ajustamento, tende a sofrer uma sobrecarga de tensão. É freqüente o surgimento de problemas financeiros devido ao aumento de despesas trazidas pelo novo membro da família. É preciso satisfazer o cônjuge, consolidar a carreira e cuidar de um ser absolutamente dependente.. . quem e quantos agüentam?
O relacionamento conjugal muda necessariamente. É normal que a mãe passe a dar mais atenção ao bebê do que ao marido nos primeiros meses após o seu nascimento, inclusive com diminuição do desejo sexual.
Alguns homens têm grande dificuldade de aceitarem “dividir” a sua mulher com este “outro” e sentem-se rejeitados. Já as mulheres, cientes de que não estão correspondendo às expectativas dos maridos e sentindo-se menos atraentes devido às alterações corporais da gravidez, temem ser abandonadas.
Além dos problemas financeiros e sexuais, muda a rotina e o cotidiano do casal. Antes podiam viver como nos tempos de solteiros: livres, leves e soltos…depois o programa de final de semana passa a depender de uma complicada operação logística, incluindo carrinho de bebê, mamadeiras, guarda-sol, em um ritmo determinado pelo bebê. No caso de crianças maiores, muda apenas o arsenal mas não a guerra… Em se tratando de um programa que se pretenda a sós, sorte daqueles que podem contar com os avós e as tias.
O grande risco nesse momento é do casal não conseguir administrar esta nova realidade e se deixar levar pelo estresse. Estressados, gradativamente perdem o interesse um pelo outro e pelas atividades comuns, passando a ser um casal unido apenas pela necessidade de criar os filhos.
Conclusão
Cada etapa da vida conjugal tem as suas próprias características e desafios. Não é possível encontrar consenso sobre qual seria a etapa mais ou menos difícil. O verdadeiro problema não está no caminho que se percorre mas no caminhar.
Os cinco primeiros anos de casamento serão melhor vividos se os desafios próprios desta etapa forem reconhecidos e enfrentados. Um deles é o estranhamento: embora seja necessário para o estabelecimento de uma relação mais fundamentada no real e no possível, o desencantamento deve dar lugar a “momentos encantados”, isto é, a alguma fantasia e romantismo, permitindo um reviver da paixão, que pode salvar o casamento da tentação de relacionamentos extraconjugais.
Outro desafio é o relacionamento com a família de origem: somente mantendo a devida distância, o novo casal poderá desenvolver- se efetivamente como uma nova família, capaz de autogestão livre e responsável, através do diálogo e da cooperação mútua. Finalmente, o desafio das crianças pequenas: se o casal renunciar ao estilo de vida de solteiro mas sem abrir mão de preservar a sua intimidade, equilibrando os papéis de marido e mulher e os papéis de pais, o crescimento da família será menos motivo de estresse e mais de felicidade.
Filhos: superprotegê-los ou dar-lhes liberdade?
30 jul 2009 1 Comentário
em atualidades Tags:filhos, internet, limites, proteção
A educação dos filhos vem se tornando uma missão cada vez mais difícil para os pais. A crescente onda de violência faz com que muitos optem pelo caminho da superproteção.
Casos como o da jovem Eloá, morta após ser feita refém pelo namorado em São Paulo, causam extrema preocupação no que diz respeito a melhor maneira de educar os filhos.
Para a psicóloga Maria Helena Camarinha, tragédias como essa refletem a sociedade em que vivemos. “A família é um microsistema da sociedade. Como esta se encontra desestruturada, o desarranjo é percebido no ambiente familiar.
Eloá é um caso exemplar. Os pais separados e, além disso, um pai foragido da polícia. Em uma família com estrutura, não haveria permissão para que ela namorasse um rapaz com diferença de idade tão grande”, afirma.
A especialista chama a atenção para o perigo das más companhias. “Muitos pais permitem que os filhos durmam na casa de colegas sem sequer conhecer a família deles. O que é um absurdo”, declara. A liberdade excessiva é outro problema. “Hoje os pais não dão limites, a própria escola não dá. Dar limites não é bater. É dizer sim e não”, diferencia.
A psicóloga também destaca a importância de se exercer um controle sobre o que os filhos andam assistindo. “Os pais devem orientar. Acompanhar o que as crianças andam vendo.
A internet, por exemplo, pode ser perigosa. Ela é, muitas vezes, utilizada por pessoas mal intencionadas” , encerra.
Fonte: Rede Aleluia
Viver um dia por vez ( Antonio Ribeiro)
18 abr 2009 Deixe um comentário
em atualidades
Na escola da vida, a lição que
precisaríamos aprender,
para uso consciente e
determinado,
seria conseguirmos viver um dia
de cada vez.
Sem atropelos, nem fadigas.
Sem ansiedades, e sem angústias.
Ontem já foi ontem.
Já é passado.
Não retornará mais, nunca mais.
Hoje é hoje, é presente.
É o agora.
É o ludíbrio do instante que passa.
Amanhã é futuro.
Trará consigo seus próprios
cuidados e temores.
A cada dia é suficiente seu próprio
cuidado.
Viva o seu hoje, hoje.
Viva-o com intensidade.
Mas não queira viver o seu
amanhã hoje, e nem o seu ontem
agora.
Viva um dia de cada vez.
E já é muito, e já é suficiente.
Nossas preocupações
neurotizantes com o nosso
amanhã não aumentarão e nem
diminuirão o volume e o tamanho
dos problemas que nos esperam.
O ontem é experiência, é lição
sofrida e aprendida.
É degrau na escada ascendente de
nossa experiência pessoal.
É contribuição à nossa
maturidade.
Ontem, hoje, e amanhã.
Dias, momentos e tempos bem
diferentes, entre si.
E tudo de enorme valia.
Primavera- Cecília Meireles
21 mar 2009 Deixe um comentário
em atualidades
A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la.
A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododentros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur.
Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu.
E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul.
Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra.
Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume.
E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor. Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade.
Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.
Espelho da Vida ( Shakespeare)
05 mar 2009 Deixe um comentário
em atualidades
O mundo ao seu redor é um reflexo, um
espelho que mostra quem você é.
O que você acha de bom nos outros, está
também em você.
Os defeitos que você encontra nos outros são
os seus defeitos também. Afinal, para
reconhecer algo, você tem que conhece-lo.
As potencialidades que você vê nos outros,
são possíveis também para você
A beleza que você vê ao seu redor, é a sua
beleza.
O que você vê nos outros lhe mostra você
mesmo.
Veja o melhor nos outros, e você será uma
pessoa melhor. Doe aos outros e estará doando
a si mesmo. Aprecie a beleza, e você será belo.
Admire a criatividade, e você será criativo.
Ame, e você será amado.
Procure compreender, e será compreendido.
Ouça, e sua voz será ouvida.
Ensine, e você aprenderá.
Mostre ao espelho sua melhor face,
e você ficará feliz com o que ele vai lhe
mostrar .
Prazer pela metade
27 jan 2009 Deixe um comentário
em atualidades


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